O dia em que o mundo parou
Ele, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade
vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada.
Mateus 24:2
Em 11 de setembro de 2001, num ataque terrorista sem precedentes
na história dos Estados Unidos, dois aviões sequestrados atingiram as
torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York. O mundo parou para
assistir ao vivo, diante das câmeras de televisão, os imponentes prédios
desabarem ainda em chamas. Mais de três mil pessoas morreram.
Tal e qual a destruição do templo de Jerusalém, no ano 70, não ficou
pedra sobre pedra. Essas ocorrências trágicas nos remetem à descrição
dos flagelos que se abaterão sobre a Terra pouco antes da vinda de
Cristo, quando cairão “as cidades das nações” (Ap 16:19), juntamente com
as instituições políticas.
“Ora, ao começarem estas coisas a suceder”, advertiu Cristo, “exultai
e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima” (Lc
21:28). Em outras palavras, nessa ocasião o cristão experimentará
sentimentos contraditórios: tristeza e perplexidade pela devastação
física e perda de vidas humanas, e ao mesmo tempo exultação porque sua
redenção se aproxima.
É interessante observar que as grandes tragédias provocam um efeito
imediato nas pessoas, levando-as à reflexão espiritual. O Dr. Samuele
Bacchiocchi escreveu que “as imagens chocantes das torres do WTC
queimando-se e desmoronando como caixas de papelão, desafiaram muitos
americanos complacentes, egocêntricos e autossuficientes a reconhecer
sua finitude e desamparo, levando muitos a buscar a Deus após aquela
malfadada data. Parece que os ateus desapareceram após o 11 de setembro.
O comparecimento às igrejas e sinagogas quase dobrou do dia para a
noite.
“Na semana seguinte a 11 de setembro, 400 casais na área de Boston
retiraram seus papéis de divórcio e decidiram continuar juntos. Estes
acontecimentos positivos sugerem que a tragédia de 11 de setembro
desafiou as pessoas a reexaminarem sua vida, humilharem seu coração, e
arrepender-se de seus pecados.”
Infelizmente, porém, à medida que a tragédia vai ficando distante, as
pessoas vão voltando à velha vida. Há necessidade de um reavivamento
permanente, não provocado por tragédias ou pelo medo, mas pelo desejo de
viver uma nova vida em Cristo, tanto aqui como na Nova Terra.

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